À Mesa com… Alice Vieira

    À Mesa com… Alice Vieira

    “Gosto de cozinhar, quando isso serve de pretextos para ter amigos à mesa.” – Alice Vieira

    Domina as palavras com a mestria, de quem deixa a imaginação seguir as histórias que nela habitam. O seu universo é a escrita, o seu público, os jovens. Bem disposta, assertiva, fala com a rapidez de quem está habituada a partilhar.

    Sem manias, sem stress, sem rodeios, gosta de gostar, por isso sempre que pode, reúne os amigos à mesa. É lá que a razão deixa a emoção fluir.

    É uma das mais impAlice Vieiraortantes escritoras portuguesas para jovens, jornalista, com imensos talentos, Alice Vieira gosta de escrever, ponto. Através da escrita partilham-se sentimentos, vivências, personagens ficcionadas ao sabor da corrente criativa. Os seus livros, mais de 5 dezenas de títulos, têm alimentado o sonho de muitas crianças e adolescentes. Vive alimentado a paixão que nutre pelos filhos e netos, de quem fala com imenso orgulho. Nos intervalos, cria novos personagens e aventuras, umas no prelo, outras ainda embrionárias.

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    Mas é da mesa que falámos, e da importância que ela tem na sua vida. Sempre descontraída e brincalhona, foi falando da sua “relação” com o universo da culinária, e tudo indica que ao princípio não foi pacífico. “Quando casei a única coisa que sabia fazer, era ferver água. Tocava piano e falava francês, mas os meus dotes não passavam pela culinária. Só com o nascimento dos filhos, ganhei alguma destreza na cozinha. Verdade se diga que tudo o que aprendi foi com ajuda de uma grande amiga minha, que me tem acompanhado ao longo da vida e é uma cozinheira de mão cheia.”

    O espaço da cozinha para si não é mais do que isso, um espaço. Mas adora reunir os amigos e sentar todos à mesa, local onde a conversa rola sem presas. “Só cozinho quando quero ter os amigos por casa. E nessas alturas capricho no tempero. Tive uma mesa que durou 43 anos e durante muito tempo serviu para jogar pingue-pongue. Agora tenho uma nova, mas não tive coragem de deitar a outra fora. Está num canto da sala, transformada. Gosto de cozinhar, quando isso serve de pretextos para ter amigos à mesa. E são algumas as vezes que a casa se enche. No Natal a casa transforma-se, e a mesa ganha um destaque igual ao dos meus presépios,” revela Alice. “Dá uma trabalheira colocar todos os presépios pela casa, por isso vou convidando grupinhos de cada vez, assim aproveitamos a altura para por a conversa em dia.” Nesta alturas faz questão de cozinhar as receitas que os amigos lhe ensinam, como a do Bolo de Agrião à Rui LagartinLivro de Alice Vieira - A Charada da Bicharadaho.

    Caril de Camarão também faz bem. O seu amigo Manuel Luís goza imenso com ela, “devo ser das poucas pessoas que no Natal serve Caril de Camarão e ele está sempre a brincar com isso”, diz a soltar o riso.

    O seu quotidiano é tudo, menos monótono. Aos 70 anos, não pára de escrever, em Maio lançou “ O Mundo de Enid Blyton”, publicado pela Texto Editora. Tem um romance para entregar à editora D. Quixote, e ainda o 2º volume de “Expressões com História”. Agora prepara-se para pensar num desafio que o “patrão” lhe propôs, escrever um livro sobre figuras históricas, título já tem, “Rei, Capitão, Soldado, Ladrão”. “O título é excelente, fiquei “zangada” de não ter sido eu a ter esta ideia, mas o desafio está aceite.”


    Bolo de Agrião à Rui Lagartinho

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