À Mesa com… Chefe António Amorim

    À Mesa com… Chefe António Amorim

    “Comecei muito cedo de roda dos tachos, devia ter uns 8 anos.” – António Amorim

    Rebelde, curioso e apaixonado pela vida, cedo percebeu que caminhos queria trilhar. Enquanto os miúdos da sua idade, 8 anos, jogavam à bola e atiravam fisgas aos pássaros, ele fugia à escola para aprender a cozinhar. Falamos de António Amorim, chefe de cozinha desde 2009.

    Tentacoes de Polvo e Choco TC_009 (Custom)Admite que não foi uma criança fácil, não gostava de estudar, era esquisito com a comida. Numa terra, Baião, onde os produtos da terra eram a base da alimentação da família, António sentia que tinha de aprender a cozinhar para comer o que queria. “Comecei muito cedo de roda dos tachos, devia ter uns 8 anos.” Como o bacalhau sempre foi um dos seus pratos preferidos, começou por aprender o básico: como cozer bacalhau com batatas.

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    De natureza independente e sem vontade nenhuma de ficar pela terra, nem seguir os estudos, abandonou a escola aos 13 anos e aos 14 foi trabalhar para a área da restauração. “Na altura foi a solução que encontrei para aprender um ofício e ganhar o meu dinheiro, e nesse tempo era fácil darem-nos trabalho. Os proprietários dos restaurantes, sabiam que era importante ter alguém que aprendesse de raiz tudo do ofício. E foi assim que aprendi de tudo na restauração.”

    Por ser aventureiro por natureza e ter uma vontade imensa de conhecer o mundo e alargar os horizontes, esteve para desistir. Enquanto os amigos se divertiam, o António trabalhava. “Estive para desistir por causa disso, o trabalho na restauração é duro, trabalha-se ao fim-de-semana, quando os outros descansam e se divertem, isto para um ‘puto’ é confuso. Mas foi a escolha que fiz e não me arrependo. Mais tarde fui trabalhar para um hotel em Vila Nova de Gaia e aí as coisas começaram mais a sério.”Tentacoes de Polvo e Choco TC_001 (Custom)

    Aos 18 anos chamaram-no para cumprir o serviço militar obrigatório, optou pelos pára-quedistas, onde esteve 9 anos. Mais uma decisão que mudou a sua vida. Sempre em missões de paz em países como Timor e Bósnia, o seu comando de operações era a cozinha. Local onde pôde apurar técnicas e partilhar experiências gastronómicas. Chefe desde 2009, passou pelo Hotel Altis Belém no restaurante a Feitoria, onde se destacou. Seguiram-se outros projectos que abraçou com a mesma intensidade e dedicação, como o restaurante Rota das Sedas em Lisboa, mais tarde o restaurante do Hotel Vila Joya no Algarve, uma cozinha de elite.

    Por agora está de alma e coração num novo espaço que nasceu no passado mês em Lisboa, em pleno Bairro Alto, “Blend”. “Uma cozinha de partilha com 90% de ocupação de forno a lenha, com uma carta feita para que todos possam repartir a comida”. Participa em show cookings, trabalha na Prochefe Agency, assina alguns eventos gastronómicos, trabalha alguns dias por semana na Teleculinária e ainda tem na manga um projecto só seu que por enquanto ainda não passa de um esboço. Se lhe perguntarem como se define: “audaz, ambicioso, lutador”.


    Tentações de polvo e choco numa paelha negra de frutos da horta

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