“Como uma casa não é um hotel e a cozinha não funciona à la carte, há que haver consenso, privilegiando o momento de estar juntos à mesa.” – Luís Represas

A cozinha da TeleCulinária recebeu uma das figuras musicais mais acarinhadas pelo público português. Luís Represas falou da sua carreira musical e do seu novo álbum, Tratamento Acústico, e preparou um prato que representa a forma simples como gosta de cozinhar e comer.

O ex-vocalista dos Trovante revelou-nos como a banda dos anos 70 marcou para sempre a sua carreira. “Os Trovante foram o princípio, o crescimento, a escola. Foi uma construção partilhada que teve uma enorme importância para aquilo que sou hoje em dia”, revela o cantor.

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Quando a banda se separou, Luís Represas procurou inspiração em cuba, longe de qualquer tipo de pressão, e mais tarde lançou o seu primeiro álbum a solo. Represas determinou o início da sua carreira, daquilo que realmente era, enquanto intérprete, escritor e compositor. Hoje em dia conta já com diversos álbuns editados a solo, participações em bandas sonoras de filmes, atuações com orquestras sinfónicas e artistas internacionais de renome, como Compay Segundo, realizou concertos memoráveis para milhares de fãs, foi condecorado com a Ordem de Mérito pelo então Presidente da República Jorge Sampaio e formou parcerias com músicos como João Gil, também ele ex-trovante. “Timor” foi o tema que levou na bagagem aquando da sua visita oficial ao território, na sequência da luta pela paz e independência, e que acabou por se tornar num hino pela causa timorense.

O cantor confessa que nunca foi de se “agarrar” a um estilo musical. “O prazer de estar na música passa por poder fazer uso das várias referências que tenho em termos culturais e que eu acho que podem servir para mim, sem estar propriamente preso ao lado geográfico”, conta o músico.Luís Represas

Considera-se um cozinheiro de tacho e uma pessoa de gosto simples. Em casa dos pais a refeição terminava sempre com fruta, por isso nunca foi habituado a comer sobremesa. A cozinha portuguesa é, sem dúvida, a sua preferida e não sente necessidade de procurar novos pratos ou sabores. Habituado a cozinhar regularmente para quatro filhos, Luís teve de aprender a lidar com diferentes gostos e arranjar formas para que todos ficassem satisfeitos com a mesma refeição. “Como uma casa não é um hotel e a cozinha não funciona à la carte, há que haver consenso, privilegiando o momento de estar juntos à mesa”, revela o entrevistado.

O prato que partilha com os leitores faz lembrar-lhe um pouco a cozinha da mãe. “Massinha do pai” foi o nome com que os seus filhos acabaram por batizar a receita que se segue.

“Os Trovante foram o princípio, o crescimento, a escola. Foi uma construção partilhada que teve uma enorme importância para aquilo que sou hoje em dia”


 

Massinha do pai

4 pMassinha do paiernas de frango

500 g de esparguete

1 lata de tomate pelado

1 cebola grande

2 dentes de alho

2 dl de azeite

Sal q.b.

Descasque e pique a cebola e os dentes de alho. Corte o frango em pedaços mais pequenos e coloque tudo num tacho.

Junte o tomate pelado picado, encha a lata do tomate com água e acrescente ao tacho. Adicione o azeite e tempere com sal. Tape o tacho, leve ao lume e deixe cozer durante 20 minutos.

De seguida, junte o esparguete inteiro, tape e deixe cozinhar por mais 8 minutos, mexendo de vez quando, de modo a soltar o esparguete. Sirva de seguida.

Massinha do pai

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